Você chega a uma torre lendária de outro mundo. A prova? Saber sobre constelações da Terra. Pera aí: quem é que ensinou a mitologia de Órion ao pessoal de Lugunica? É praticamente uma reprovação automática.
Mas e se a prova não fosse para todo mundo? Talvez a Torre das Plêiades tenha sido construída para deixar um recado a alguém como Subaru, mesmo que esse alguém só apareça quatrocentos anos depois.
Atenção aos spoilers do arco 6. Flugel ser um Subaru do futuro é uma teoria de fãs, não uma revelação confirmada.
Uma prova impossível ou uma senha para a pessoa certa?
Os nomes das estrelas aparecem na torre, nos andares e em Shaula. Uma das provas só começa a fazer sentido graças ao que Subaru sabe desde sua vida no Japão. Para alguém que nasceu naquele mundo, falta até o contexto da pergunta.
Como exame para os melhores aventureiros, é uma péssima ideia. Como uma forma de reconhecer um visitante especial, começa a fazer sentido. Talvez a pergunta escondida seja “é você que eu estava esperando?”.
Isso não prova que Subaru era o alvo. Apenas transforma um defeito estranho em uma pista interessante.
Por que uma torre de vigia guarda livros sobre os mortos?
O local também se chama Grande Biblioteca das Plêiades. Lá dentro ficam os Livros dos Mortos, ligados às lembranças de pessoas que morreram. No arco 6, esses registros ganham um peso enorme na história de Subaru.
Se a intenção fosse passar informações através dos séculos, faria sentido ter uma construção duradoura, provas de acesso e um arquivo imenso. A torre parece menos uma guarita e mais uma biblioteca com um segurança excessivamente exigente.
Só que a existência dos livros não confirma que Flugel tenha guardado cada morte de Subaru nem que a torre faça viagens no tempo. São hipóteses diferentes.
Flugel tem cara de Subaru? Isso não basta
Flugel parece conhecer coisas da Terra e deixou um “Flugel passou por aqui” gravado na grande árvore. Que legado digno de um sábio: a assinatura de quem saiu em excursão da escola.
Shaula ainda trata Subaru como seu mestre. Aí surge uma explicação tentadora: Subaru teria viajado ao passado, virado Flugel e deixado pistas para seu próprio futuro.
É possível imaginar. Mas Flugel também poderia ser outra pessoa com conhecimentos parecidos; Shaula poderia reconhecê-lo por cheiro ou outra característica. A semelhança entre Emilia e Satella também não resolve automaticamente esse quebra-cabeça.
Talvez o recado seja “agora é com você”
E se a torre não guardasse a resposta pronta, mas um bilhete dizendo “eu cheguei até aqui; o próximo passo é seu”? O arco 6 já mostra Subaru confrontando registros da própria vida de um jeito nada confortável.
A intenção por trás da torre continua em aberto. É isso que torna tão divertida a ideia de uma prova de astronomia funcionando como recado particular.
Quatrocentos anos para mandar uma senha? Um exagero. Bom, naquela época não dava para mandar e-mail.
Texto original
- Arco 6, capítulo 20: https://ncode.syosetu.com/n2267be/422/
- Arco 6, capítulo 22: https://ncode.syosetu.com/n2267be/424/
- Arco 6, capítulo 74: https://ncode.syosetu.com/n2267be/480/
