Tem gente nova na equipe, tem veterano de longa data, mas quase ninguém no meio da carreira. Para onde foram os profissionais de trinta e poucos anos? Não desapareceram. Talvez a empresa tenha contratado pouco em alguns períodos, perdido funcionários antes de amadurecerem ou visto pessoas experientes seguirem para outro lugar.
Quantidade de contratações não conta tudo
Ter contratado muita gente neste ano não mostra quantas ficarão no futuro. Uma empresa recente ou em forte expansão pode ter uma distribuição desigual de idades. Isso, sozinho, não prova nada.
Mas se a empresa contrata sempre e quase não tem profissionais experientes na faixa intermediária, vale investigar quando as pessoas costumam sair.
A recompensa por trabalhar bem: mais uma tarefa
Manda bem na planilha? Agora faz a apresentação. Conversa bem com todos os setores? Cuida da coordenação também. Ensina com paciência? Vira referência do pessoal novo. O cargo não muda, mas a lista de tarefas cresce sem parar.
Novos desafios ajudam a aprender. O problema aparece quando ninguém tira atividades antigas e o salário, a autonomia ou o apoio ficam iguais. A empresa chama de versatilidade; a pessoa sente que virou um canivete suíço humano.
Observe o que acontece quando chega trabalho novo
Nem toda empresa com poucos profissionais intermediários tem um problema. Pergunte: quando alguém recebe uma nova responsabilidade, o que sai da lista? Quem dá a palavra final? O conhecimento é compartilhado?
Abrir mais vagas pode ser importante, mas só funciona de verdade quando quem já trabalha ali tem motivos para continuar.
