Contém spoilers do segundo filme.
Gigi não usa varinha nem solta feitiço. Mesmo assim, basta ela tomar uma decisão para Hathaway e Kenneth mudarem de rumo. Então a “bruxa” do título é Gigi? Sim, em sentido figurado. Mas tem mais uma camada nessa história.
Circe também é o nome de uma tropa
Kenneth comanda a força da Federação encarregada de caçar Mafty. Sob seu comando, a unidade passou a se chamar Circe, nome de uma feiticeira da mitologia grega.
Você aponta para Gigi dizendo “achei a bruxa”, e o quartel responde: “Opa, esse é o nome do nosso setor também”.
Gigi faz o papel de feiticeira sem magia
A apresentação oficial de Gigi compara à magia de Circe a maneira como as atitudes dela cruzam os caminhos de Hathaway e Kenneth.
Isso não quer dizer que ela controle a mente dos dois. Gigi segue seus próprios impulsos. Kenneth leva a sério sua intuição fora do comum; Hathaway fica abalado com a presença dela. O resultado é que escolhas pessoais acabam interferindo numa operação militar.
Nenhum feitiço, estrago emocional e estratégico de sobra. É aí que a comparação funciona.
Duas leituras, uma só ideia
A Unidade Circe é uma organização real dentro da trama. Gigi representa a imagem da feiticeira que muda a direção dos homens. Uma leitura reforça a outra. Só não dá para dizer que o nome da tropa foi inspirado na própria Gigi: isso não está demonstrado.
Ela nem precisa de vassoura. Já fez dois homens e uma missão inteira saírem da rota.
