O chefe pede que você comunique um novo procedimento a outra equipe. A equipe responde que não tem gente suficiente. Você leva a informação de volta e ouve: “Você explicou errado”. Quem só transmitia o pedido acabou tratado como responsável pela decisão. O caminho é separar o trabalho de conversar e organizar da autoridade para assumir compromissos.
Ouvir dificuldades não é prometer soluções
Você pode explicar a proposta com clareza, perguntar sobre os obstáculos e reunir alternativas. Se passou alguma informação errada, deve corrigir. Mas a objeção de outra área não dá a você poder para aumentar a equipe, alterar verba ou prometer prazo. Quem tem autoridade precisa decidir.
Pergunte quais condições tornam o plano possível
Em vez de “A partir de segunda será assim”, pergunte: “Estamos pensando em começar na próxima semana. O que vocês precisariam para colocar isso em prática?” Se a resposta for “Semana que vem só com reforço; na outra, com a equipe atual”, leve as duas opções de volta.
Registre a decisão pendente, o responsável e a data
Uma mensagem curta resolve: “A opção A precisa de mais uma pessoa. A B pode começar na semana seguinte. Peço a decisão até quinta de manhã; depois aviso a outra equipe”. Se não houver resposta, informe o impacto no cronograma e retome a confirmação, sem inventar um acordo.
Mesmo diante de pressão, uma frase basta: “Eu faço o contato. Se surgirem condições, volto com elas para decisão”. Continue fazendo o que cabe à sua função. Mudanças no trabalho, no dinheiro ou nos compromissos de outras pessoas precisam de quem pode aprová-las.
O pombo-correio entrega a mensagem. Não ganha uma cadeira na diretoria no meio do voo.
Fonte: Health and Safety Executive do Reino Unido, Management Standards: Role, https://www.hse.gov.uk/stress/standards/role.htm
